sábado, 16 de outubro de 2010

Só com você


Lá estava eu, esparramada em sua cama, sobre seus lençóis, rindo descontraidamente do que falava; Sempre conseguiu isso facilmente, me fazer rir, parece um dom seu.
Estava simples, cabelo preso, feito um rabo de cavalo, camiseta, jeans, o que mais chamava atenção eram meus sapatos, laranja, ainda em meus pés, balançando distraidamente por sobre o corpo, enquanto permanecia deitada de bruços, apenas te olhando.
A visão mais esplendorosa, mais magnífica, seu sorriso, iluminando todo aquele cômodo, como se fosse o próprio sol. Sua mão, displicente por sobre minha cintura, parecia conduzir um corrente elétrica pelo meu corpo reverberando por toda a extensão da minha pele.
De repente seu sorriso mudou, suas feições adquiriram uma nova posição, uma urgência transbordava em seus olhos, senti sua mão ficando mais quente à medida que minha pele se arrepiava.
Com um puxão rápido, me trouxe para perto de si, onde fiquei enroscada, sentindo o subir e descer de sua respiração encostada em teu peito enquanto o acariciava, suas mãos passeavam por mim, desciam pelo meu pescoço, ombros até chegarem novamente em minha cintura, onde você as manteve por um breve instante. Seu beijo começou a se intensificar, ambos estávamos sem fôlego, o ardente beijo, nos tirou da realidade momentânea nos elevando, nos entregamos à vontade um do outro, o desejo provado pela força com a qual suas mãos me apertavam contra seu corpo, em minha cintura e no momento em que fiquei sobre você sem ao menos perceber.
Enquanto arrancava suas roupas, ao mesmo tempo em que um gemido escapava de minha garganta, você me apertava o quadril mordendo-me o pescoço.
Meu corpo gritava um apelo mudo, mas parece que o seu ouviu, atirando-se em mim com uma fome evidente, rasgando minha camiseta, e suas mãos hábeis me livravam do jeans.
Pelas poucas peças que nos restavam à paixão e o desejo, eram perceptíveis. Não podia mais esperar, me entregar a você por completo, lhe dar meu corpo era o que mais queria, e via nos teus olhos que este também era seu desejo.
Então aconteceu, com o amor maior do mundo dei-me a você, que de forma inimaginável me amou, o desejo ainda em seus olhos, enquanto me mantinha sob o seu corpo, sentindo cada detalhe, num ritmo intenso mais cadenciado.
Encaixávamos-nos, moldes perfeitos, nosso sexo abrasador, o mais maravilhoso e completo, o mais quente e absoluto, ali se consumia.

Maya França (São Paulo - SP)

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